Você já se perguntou qual é o verdadeiro impacto das criptomoedas no meio ambiente?
Recentemente, o debate sobre a relação entre criptomoedas e meio ambiente ganhou força. A maior polêmica está exatamente na quantidade de energia elétrica usada pelos computadores para processar transações em uma blockchain.
Mesmo assim, nem todas as criptomoedas usam a mesma quantidade de energia. De fato, o consumo tem a ver com o tipo de protocolo de consenso usado para verificar as transações.
A mineração de criptmoedas, por exemplo, é o processo que mais consome energia, já que são usados computadores super potentes para resolver os cálculos necessários para validar uma operação.
Mas há muitos mitos e verdades dando voltas pela mídia, redes sociais ou em conversas sobre o assunto.
Pra você saber o que é fato e o que não é, preparamos alguns exemplos. Siga a leitura!
Contenidos
A economia digital tem mais impacto do que a economia tradicional – Mito
🚨 Informações indicam que o sistema tradicional consome mais energia do que a economia digital.
O sistema bancário e o de varejo têm várias etapas de verificação de transações e de compras. Já quando falamos de criptomoedas, a liquidação das operações é mais simples.
Se a gente levar em consideração as estimativas de consumo de energia dos centros de bancos de dados bancários e de redes de cartões, agências bancárias e caixas automáticos, o consumo anual total de energia do sistema bancário tradicional global é estimado em 263,72 TWh.
Ou seja, um pouco mais do que a metade do que consome o Brasil em um ano inteiro 😱
Por outro lado, um dos maiores impactos que o mundo criptográfico tem sobre o meio ambiente tem a ver com o consumo de energia da mineração.
Esse gasto está relacionado, como dissemos antes, com os métodos de validação: as blockchains de primeira geração são as que mais consomem, já que se baseiam em sistema de Proof-of-Work.
A fonte de energia utilizada para alimentar a mineração é também um fator chave a considerar. As energias não renováveis são predominantes na indústria energética, tais como o petróleo, o carvão e o gás.
Essas energias causam graves impactos sócio-ambientais, tais como emissões de gases com efeito de estufa (GEE) que contribuem para o aquecimento global.
De acordo com dados, o sistema econômico tradicional consome cinco vezes mais energia do que a mineração de criptomoedas.
A rede Ethereum está trabalhando em projeto para ter uma blockchain mais sustentável – Verdade
A blockchain líder no desenvolvimento de dApps, NFTs e ferramentas DeFi vai mudar a forma como funciona para reduzir o seu consumo de energia e a sua pegada de carbono.
Você já deve ter ouvido falar no The Merge, certo?
A Ethereum está mudando da Proof of Work(PoW) para a Proof of Stake (PoS). A PoS não exige poder de processamento, pois os validadores são que põem o seu dinheiro em risco para fazer parte da verificação das transações.
Ao erradicar o uso de processamento informático, o consumo de energia diminui. Com essa mudança, o ETH reduziria 99,5% do seu consumo atual de energia ⚡📉
O consumo de energia é o único fator a considerar para reduzir o impacto de um projeto cripto – Mito
Além da redução do consumo de energia através de novos métodos de validação e do aumento da eficiência energética das tecnologias, existem outros mecanismos que um projeto cripto pode implementar para reduzir o impacto ambiental:
Fonte de energia consumida
Como dissemos antes acima, as energias não renováveis são as que têm o maior impacto no nosso planeta e na crise climática.
Para reduzir este impacto, as energias renováveis, tais como a energia solar ou eólica, poderiam ser utilizadas para alimentar os sistemas.
Essas fontes energéticas não emitem diretamente gases com efeito de estufa (GEE) e são, portanto, consideradas energias “mais limpas” 🌳
A possibilidade de incorporar energias renováveis depende muito da matriz energética de cada país, o que torna a mudança mais viável em alguns lugares do que em outros.
Triplo Impacto
É importante destacar que todas as indústrias, empresas e mercados afetam negativamente o meio ambiente de alguma maneira e, muitas vezes, não importa quantas alternativas sejam implementadas, o impacto continua presente.
Por isso, é essencial implementar alguns instrumentos para compensar o efeito negativo, tais como a reflorestação e restauração dos ecossistemas ou o estímulo da produção de energia renovável.
Nesta linha de pensamento, muitas criptomoedas estão se alinhando com projetos que permitem compensar os danos ao meio ambiente.
➡️ Por exemplo, a Fundação Cardano (ADA) está usando a sua blockchain em atividades de restauração e preservação do meio ambiente.
Ainda que seja evidente que a economia digital tem um impacto negativo em algumas variáveis ambientais (tais como a extração de recursos naturais para a produção de energia), asa coisas estão mudando.
As novas alternativas em desenvolvimento mostram o potencial das criptomoedas para incorporar a sustentabilidade no ADN dos seus projetos, promovendo não só a economia como também a preservação e o cuidado do nosso planeta.
A Lemon tem iniciativas ecofriendly – Verdade
No começo de 2022, desenvolvemos uma parceria com a Eco House para trabalhar em conjunto em um projeto abrangente de sustentabilidade, reduzindo a nossa pegada de carbono, restaurando áreas ambientais e promovendo a educação ambiental. Leia mais neste artigo!
A crescente preocupação com o cuidado do planeta e a sua relação com a economia digital é fundamental. Por isso, é importantíssimo seguir pesquisando e promovendo novas descobertas que favoreçam o meio ambiente.