O que é Blockchain – Lemon Cash

27 abr 2022
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Se você está dando os primeiros passos no mundo das criptomoedas, provavelmente já ouviu falar sobre a tecnologia blockchain e como ela está relacionada ao universo crypto.

Mas também pode ser que você ainda não saiba exatamente o que é uma blockchain, ou cadeia de blocos.

Hoje, vamos tirar todas as suas dúvidas e explicar o que é blockchain, de que se trata sua tecnologia e por que ela é tão importante.

Blockchain 101: o que significa isso?

A tecnologia blockchain foi criada em 1991, por Stuart Haber e W. Scott Stornetta, dois pesquisadores que buscavam implementar um sistema no qual as marcações de tempo nos documentos não pudessem ser manipuladas.

Blockchain, ou cadeia de blocos, é uma tecnologia de base de dados com uma enorme quantidade de possibilidades e está no coração de praticamente todas as criptomoedas. Tem potencial para melhorar os serviços bancários e redefinir a forma como uma transação pode ser feita.

As blockchains são como livros de contabilidade digital. Nelas, as transações são registradas de forma pública ou privada, sequencialmente, e com a possibilidade deixar as transferências entre duas partes mais fácil, já que reduz (ou elimina) a necessidade de intermediários

Por meio de encriptação e descentralização, a tecnologia blockchain gera muita confiança. Ao distribuir cópias idênticas da mesma base de dados por toda a sua rede, a blockchain faz com que seja muito difícil enganar ou hackear seu  sistema.

E ainda que as criptomoedas sejam o uso mais popular das blockchains de hoje em dia, esse tipo de tecnologia tem potencial para servir para uma gama muito mais ampla de aplicações.

Na cadeia de blocos do Bitcoin, por exemplo, qualquer pessoa pode ter acesso a todas as transações feitas até hoje.

Como funciona a tecnologia blockchain?

O termo “blockchain” não é usado por acaso, esse verdadeiro “livro de contabilidade digital” costuma ser descrito como uma “cadeia” de dados individuais, já que o livro armazena toda e qualquer transação que seja feita.

Na medida em que novos dados são adicionados na rede, é criado um novo “bloco”, que é incorporado à “cadeia”. Isso implica que todos os nós atualizam sua versão do livro da blockchain para que ela seja igual em todos os lugares.

Por exemplo, se uma pessoa vende um par de sapatos por uma quantidade X de dinheiro, essa transação fica salva no livro de contabilidade digital, e isso nunca muda.

A forma como os esses novos blocos são criados é exatamente a chave para explicar por que uma blockchain é considerada tão segura.

Isso acontece porque a maioria dos nós tem que verificar e confirmar a legitimidade dos novos dados antes de que um novo bloco seja adicionado ao livro da contabilidade.

Neste sentido, uma criptomoeda tem a capacidade de garantir que suas novas transações em um bloco não sejam fraudulentas ou mesmo que a mesma moeda não seja “gasta” mais de uma vez.

Qual é a diferença de uma base de dados comum?

A resposta é que ninguém pode fazer mudanças na cadeia de blocos sem que isso seja supervisado, ou seja, sem que essa mudança seja aprovada.

Uma vez que se chega ao consenso, o novo bloco é adicionado à cadeia, e todas as transações subjacentes são registradas no livro da contabilidade. Os blocos estão unidos em forma de uma cadeia digital segura, do princípio das operações até a atualidade.

As transações normalmente são protegidas por criptografia, ou seja: os nós precisam resolver complexas equações matemáticas para processar uma transação.

Pelos esforços da validação de cada mudança nos dados compartilhados (transações), os nós costumam receber, como recompensa, novas quantidades da moeda nativa da cadeia de blocos. Por exemplo, novos bitcoins na cadeia de blocos bitcoin.

A tecnologia da blockchain é descentralizada: está hospedada em uma rede de computadores que existe em todo o mundo (alguns desses computadores pertencem a grandes grupos, já outros, a pessoas) e não responde a nenhuma entidade bancária ou organização central.

É uma cadeia de blocos pública: qualquer pessoa pode participar, ler, escrever ou mesmo auditar seus dados. É praticamente impossível alterar as transações registradas, já que nenhuma autoridade controla os nós.

Só existe uma blockchain?

Não, há várias blockchains diferentes. Por exemplo, Ethereum é sua própria blockchain, e outras equipes de desenvolvimento de criptomoedas trabalham em suas próprias blockchains, como a IBM.

Mesmo assim, o Bitcoin tem a cadeia de blocos mais antiga e extensa, além de conter a maior quantidade de transações até hoje.

O trilema das blockchains

Como toda nova tecnologia, as blockchains também têm desafios a superar.

Mesmo que seu uso esteja sendo aproveitado para os mais diversos fins, como no caso das finanças ou mesmo para hospedar obras de arte, sua massificação não pode ignorar o que ficou conhecido como o trilema das blockchains.

Mas, o que é isso?

Em termos mais técnicos, dentro do que podemos chamar de armazenamento descentralizado, as blockchains só podem atender a dois, dos três parâmetros mais importantes de uma rede: segurança, descentralização e escalabilidade.

Segurança: criar uma rede de blocos que tenha defesas eficientes contra tentativas de hacking.

Descentralização: manutenção do princípio de que uma blockchain não pode ser controlada por somente uma entidade, seja ela uma organização ou indivíduo.

Escalabilidade: uma cadeia de blocos precisa ser capaz de suportar a maior quantidade de transações por segundo possível, para que não surjam gargalos nas suas transações.

O conceito foi proposto, pela primeira vez, por Vitalik Buterin, um dos co-fundadores da rede Ethereum. De acordo com sua argumentação, é muito difícil criar uma blockchain que performe simultâneamente bem em todos os parâmetros citados.

Enquanto não surge uma solução definitiva para resolver o trilema, algumas blockchains já mostram avanços nesta direção.

Dois exemplos são a Cardano e a Solana, cadeias de blocos de third generation que tentam manter a segurança e a descentralização enquanto oferecem taxas 200 TPS (transações por segundo) e 3.000 TPS, respectivamente.

Ah, e não podia ficar de fora a Algorand (ALGO), um dos projetos que melhor tem conseguido entregar segurança, velocidade (1200 TPS) e ausência de controle centralizado. Uma das respostas para isso está no uso do algoritmo de consenso Pure Proof of Stake (PPoS).

Por que é tão importante?

Uma das perguntas mais comuns quando alguém está aprendendo sobre tecnologia blockchain é “por que há tanto hype ao redor da tecnologia blockchain?”.

A resposta mais simples é o fato de que, no passado, muitas pessoas tentaram criar dinheiro digital, mas sempre falharam.

Por quê? Pela confiança. Se alguém criar uma nova moeda, chamada X, é difícil fazer que alguém acredite que não é uma scam (trapaça) e que não vão roubar o dinheiro investido.

Já o Bitcoin foi criado para resolver esse problema usando um tipo específico de base de dados conhecido como blockchain. Diferente das bases de dados tradicionais, essa não tem um responsável central. Em outras palavras, sua base é administrada pelas próprias pessoas que a operam.

Além disso, é impossível falsificar, hackear ou usar um bitcoin duas vezes. Por isso, quem tiver essa moeda pode confiar em seu valor e em sua autenticidade.

Uma pessoa pode entender a importância da tecnologia blockchain ao pesquisar sobre suas características. Todos os seus atributos fazem com que uma blockchain seja única, em qualquer contexto, e se afirme como a melhor solução possível.

Entre essas características, podemos citar a inalterabilidade, transparência, liberdade digital, descentralização como serviço, os casos de sucesso, mais segurança, sua eficiência econômica e otimizada, etc.

Qual é a diferença entre blockchain e bitcoin?

Blockchain é a tecnologia que dá suporte à criptomoeda bitcoin, mas o bitcoin não é a única versão do sistema blockchain de contabilidade distribuída que existe no mercado.

Como vimos antes, existem várias outras criptomoedas, cada uma com sua própria cadeia de blocos e arquitetura de contabilidade distribuída (ETH, por exemplo).

Além disso, a descentralização da tecnologia levou a várias ramificações dentro da rede Bitcoin. Isso criou ramificações dentro do livro de sua contabilidade, onde alguns miners usam uma cadeia de blocos com um conjunto de regras, enquanto outros usam uma cadeia de blocos com regras diferentes.

Pra fechar

Com as várias aplicações práticas dessa tecnologia que estão sendo implementadas e exploradas, a blockchain está ganhando notoriedade após seus 30 anos de criação, principalmente por causa do Bitcoin e de outras criptomoedas.

Enquanto nos preparamos para entrar na terceira década das blockchains, já não se trata de pensar se as empresas vão ou não adotar essa tecnologia, e sim quando.

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