O que é DeFi (Finanças Descentralizadas) – Lemon Cash

09 fev 2022
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Como você provavelmente já deve saber, as criptomoedas são um tipo de dinheiro digital baseado em tecnologia blockchain.

E ainda que as mais populares sejam o bitcoin e o ethereum, há mais de 5000 diferentes criptomoedas em circulação, e todas elas têm a mesma coisa em comum: são descentralizadas.

DeFi é a abreviatura de “finanças descentralizadas”, um termo abrangente, que se usa para toda uma variedade de aplicações financeiras em algumas blockchains (como a do Ethereum, por exemplo). Tudo no sentido de tirar de jogo os intermediários que costumam existir no mercado.

O que são finanças descentralizadas?

As finanças descentralizadas (DeFi) são uma tecnologia financeira baseada em livros de contabilidade distribuídos, ou ledgers, parecidos com os que as criptomoedas usam.

Esse sistema foi criado com o objetivo de eliminar o controle que bancos e outras instituições exercem sobre o dinheiro e produtos e serviços financeiros em geral.

As DeFi empregam tecnologias que buscam criar uma alternativa aos modelos financeiros centralizados. Em seus sistemas distribuídos, qualquer pessoa pode usar seus serviços, sem depender de quem seja nem de onde se encontre.

É dessa forma que as aplicações DeFi oferecem mais controle do dinheiro a seus usuários, por meio de carteiras pessoas e serviços financeiros que se adaptam às necessidades de cada um.

O que são as finanças centralizadas?

Do outro lado, estão as finanças centralizadas (CeFi), um modelo onde o dinheiro está nas mãos dos bancos e instituições financeiras.

Estas entidades se apóiam em um sistema repleto de terceiros, que facilitam a movimentação do dinheiro entre duas partes, mas sempre cobrando tarifas pelo uso de seus serviços e estabelecendo diversas condições para efetivar um acordo.

Nas CeFi, todas as transações financeiras têm custos associados e os pedidos de empréstimo podem demorar dias (ou semanas) e mesmo assim serem negados.

A Binance e a Coinbase são exemplos de Exchanges CeFi, já que não só oferecem serviços de trading de criptomoedas, como também oferecem empréstimos.

Como as DeFi se diferenciam?

Com as DeFi, você pode fazer a maioria das coisas que os bancos oferecem, como pedir empréstimos, comprar seguros, investir dinheiro para obter lucros, etc.

Mas a diferença das DeFi é que isso é feito de forma muito mais rápida, sem barreiras, necessidade de aprovação ou de qualquer tipo de participação de terceiros.

Assim como as criptomoedas, as DeFi são globais, peer-to-peer (ou seja, as transações acontecem diretamente entre duas partes, sem interferência de terceiros), privadas e de uso livre, para qualquer um que queira fazer parte.

Importante: ainda que as DeFi eliminem a interferência de terceiros, as finanças descentralizadas não garantem o anonimato.

Isso significa que suas transações podem até não mostrar seu nome, mas elas podem ser rastreadas pelas entidades que têm acesso ao sistema, sejam elas governos ou outras organizações que defendem os interesses financeiros das pessoas.

Em outras palavras: as finanças descentralizadas eliminam as tarifas que bancos e outros tipos de instituições financeiras cobram pelos seus serviços e toda a burocracia típica destes procedimentos.

As DeFi também têm outras diferenças: guardam seus investimentos em uma carteira digital (ao invés de um cofre em um banco), que permitem que você transfira fundos em minutos, além de serem acessíveis a qualquer pessoa que tenha um dispositivo com conexão à internet.

E tudo isso, destacamos: sem necessidade alguma de aprovação de terceiros.

Por que as DeFi são tão importantes?

Qual é a diferença entre DeFi e Bitcoin?

Como citamos antes, uma das vantagens de investir em criptomoedas é a descentralização.

O bitcoin, por exemplo, é uma moeda digital descentralizada, que opera sobre sua própria blockchain e é usada principalmente como reserva de valor.

Já DeFi é um conceito que descreve os serviços financeiros baseados em blockchains públicas, como a Bitcoin e a Ethereum.

Em outras palavras, bitcoin é uma criptomoeda, e as DeFi estão construídas para usar as criptomoedas em seu ecossistema. Ou seja, o bitcoin não é uma DeFi, e sim uma parte desse modelo.

Como uma DeFi funciona?

A interação DeFi funciona por meio de softwares conhecidos como dApps (decentralized Applications) e, hoje em dia, a maioria é executada na blockchain da Ethereum.

Os dApps são parecidos com aplicativos normais e até oferecem funções semelhantes. Mas, sua diferença é o fato de que rodam em uma rede peer-to-peer (P2P), como por exemplo, as blockchains.

São essas redes que servem como suporte para documentar as transações, que ficam registradas em seus blocos, e posteriormente são verificadas pelos usuários.

Sempre que os validadores comprovam a autenticidade de uma transação, o bloco é ‘fechado’, encriptado e, em seguida, cria-se outro bloco com informações do bloco anterior.

Todos os blocos formam uma “corrente” conectada pelas informações do elo (bloco) prévio. Por isso, o nome de cadeia de blocos, ou blockchain.

Mas, como ter a certeza de que as blockchains são seguras?

Pelo simples fato de que as informações contidas nos blocos anteriores não podem ser alteradas sem que isso afete os blocos seguintes. Ou seja: não há como fraudar uma blockchain ou, que se saiba, ninguém conseguiu fazer isso até hoje.

Quais são os principais elementos das DeFi?

Os componentes das DeFi são: stablecoins, um software e um hardware (que permite o desenvolvimento das aplicações).

Mesmo que a infraestrutura DeFi e sua regulação ainda estejam em desenvolvimento, você pode visualizar as DeFi como camadas sobrepostas e interconectadas, que trabalham em conjunto para criar esse sistema e suas possíveis aplicações.

fonte: Applicature

Camada de Agregação (Aggregation Layer)

São os agregadores que conectam os diversos dApps e protocolos que constituem a base dos empréstimos e dos outros serviços financeiros.

Camada de Aplicação (Application Layer)

Hospeda os protocolos de interface com os usuários e orientadas ao consumidor. É onde se encontram os produtos que usamos para administrar e ter acesso aos protocolos.

Camada de Protocolo (Protocol Layer)

Estabelece os protocolos e pautas dos smart contracts. Também conhecidos como contratos inteligentes, definem a função de cada acordo, como por exemplo a concessão de um empréstimo descentralizado de ativos.

Camada de Ativos (Asset Layer)

Faz referência a todos os tokens e ativos digitais nativos de uma blockchain em particular.

Camada de Liquidação (Settlement Layer)

Esta é a camada base da blockchain. Funciona como a camada onde se resolvem as solicitações e os acordos. Em outras palavras, criam o ecossistema regulador que verifica e registra as transações.

Alguns exemplos de blockchains com essas camadas são a do Bitcoin e a do Ethereum.

Então, o que eu posso fazer com as DeFi?

Como vimos antes, as DeFi usam criptomoedas e contratos inteligentes para oferecer serviços financeiros sem a intermediação de instituições tradicionais.

E, com o surgimento de outros dApps, as possibilidades DeFi crescem ainda mais.

Entre os usos mais populares de DeFi, encontramos:

  • mandar dinheiro para qualquer pessoa, em qualquer parte do mundo, de forma rápida e fácil;
  • guardar dinheiro usando carteiras criptográficas;
  • trade de criptomoedas por outras cryptos em exchanges;
  • solicitar empréstimos e/ou emprestar dinheiro sem complicações;
  • operar com criptomoedas de forma privada e a qualquer momento;
  • comercializar tokens ou outros tipos de ativos financeiros e tokens não-fungíveis (NFTs), etc.

Um bom exemplo das ideias centrais das DeFi são as transações financeiras peer-to-peer.

Transações DeFi P2P são aquelas em que duas partes fazem um acordo de troca de criptomoedas (ou de outros ativos digitais) por bens e serviços, sem que uma terceira parte esteja envolvida.

Aliás, é sempre bom lembrar: este é exatamente o conceito que fomentou o nascimento da criptomoeda mais conhecida do mundo: o bitcoin!

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