O que são as taxas de transferências crypto? – Lemon Cash

14 abr 2021
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Se você já quis mandar crypto da Lemon para outras carteiras de criptomoedas, deve ter percebido que os custos envolvidos no processo podem ser elevados. Essas taxas são conhecidas como “gas fee” e não são cobradas pela Lemon, são parte do funcionamento das redes blockchain.

Siga a leitura e entenda como e por que elas existem.

Para falar de custos de transação, primeiro é preciso lembrar de alguns pontos importantes sobre as criptomoedas e como elas funcionam.

O mais relevante que você precisa saber é que:

  • cada crypto funciona sobre uma rede blockchain;
  • as transações em criptomoedas são descentralizadas, por isso, podem ser feitas sem a necessidade de um intermediário;
  • os miners são os responsáveis por validar as transações;
  • os miners cobram um “gas fee” para validar cada transação;
  • quanto mais congestionada uma rede blockchain estiver, maior será o gas fee a pagar;
  • tanto a rede do BTC como a do ETH estão congestionadas no momento, por isso, os custos de saque dessas criptomoedas subiram.

A USDT funciona na blockchain Ethereum

A Ethereum é muito mais do que sua criptomoeda, o ETH. É uma rede descentralizada, que registra as transações de seu token nativo, mas também permite que aplicativos sejam criados dentro dela.

Por exemplo: outras cryptos como a USDT e a DAI funcionam dentro da rede Ethereum. Já o bitcoin funciona na sua própria rede, que não é a mesma do ETH.

Como a descentralização funciona?

O sistema financeiro tradicional é centralizado. Isso significa que alguma entidade ou organização sempre estará presente em cada transação, funcionando como um intermediário.

Se alguém quer enviar dinheiro a outra pessoa por meio de uma transferência, um banco ou fintech é quem se encarrega do processo. Já quando falamos de criptomoedas, tudo é descentralizado. As transações não dependem de governos nem de instituições.

Qual é o papel dos miners?

Aqui é onde entram em jogo os miners, ou mineiros.  São eles que validam as transações feitas dentro de cada rede.

Todas as vezes que uma movimentação de criptomoedas é feita, os miners competem entre si para resolver o complexo problema matemático gerado pelas transações.

Quem resolver isso na menor quantidade de tempo, ganha uma recompensa. Dessa forma, os miners  têm um incentivo para validar as transações e a rede continua funcionando de forma descentralizada.

Congestionamento na rede: o que significa isso?

Imagine a rede Ethereum como uma rodovia, e cada transação feita nela como um carro. Quanto mais transações precisam ser validadas (mais carros), mais complicado fica se deslocar nessa rodovia (blockchain ETH).

No mundo real, quando há muito tráfego, demoramos mais para chegar ao destino por causa do congestionamento. No mundo das criptomoedas, vale a mesma lógica, mais transações, mais tempo, e mais caro.

O gas fee é como um pedágio

Assim como o pedágio é cobrado em algumas rodovias para você poder passar com seu carro, na Ethereum e em outras redes cobra-se um gas fee por cada transação que você realizar.

Essa é a consideração mais importante deste post: quanto maior for o congestionamento, maior será o gas fee.

Aproveitando a metáfora da rodovia: é como se o preço do pedágio aumentasse quando há mais carros em circulação.

Em transações maiores, o gas fee pode passar quase despercebido. Mas, quando os valores são pequenos, ou mesmo médios, o gas fee pode chegar a representar uma porcentagem significativa. Por isso, não se recomenda fazer múltiplas transações sem um bom motivo.

Qual é a solução?

No geral, a comunidade crypto é bastante consciente sobre o problema do congestionamento da rede Ethereum e, por isso, busca formas de diminuir os custos das transações.

Para solucionar este problema, está em curso o protocolo da Ethereum 2.0, que deve suportar muito mais transações ao mesmo tempo, o que diminuiria os custos relacionados ao gas fee.

E para fechar a metáfora: seria como construir mais pistas na mesma rodovia para facilitar o tráfego de veículos.

Enquanto isso, o que você pode fazer?

Confira algumas recomendações para lidar com suas criptomoedas enquanto esperamos que os custos das transações diminuam:

  • Evite transações menores. Na hora de, por exemplo, mandar USDT para outra wallet, é melhor acumular uma quantidade maior e fazer uma só transação ao invés de várias transferências menores.
  • Mantenha suas criptomoedas na Lemon e tenha lucros. O hodl de BTC, por exemplo, paga juros anuais de 3,5%, o ETH dá 4% e o USDT chega a 7%. E sabe o que é melhor? Você não tem que esperar um ano inteiro, os lucros são creditados proporcionalmente todas as semanas, sem bloqueio de ativos.

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